Escola Profissional da Praia da Vitória

Terceirense no HELL’S KITCHEN PORTUGAL (07 de janeiro de 2022)

Carlos Fernandes é natural de Angra do Heroísmo e faz parte do leque de concorrentes da segunda edição do programa televisivo “Hell’s Kitchen”, orientado por Ljubomir Stanisic. Antes chegarmos a essa parte, como surgiu o teu gosto pela cozinha?

Sempre tive o gosto pela cozinha escondido em mim, ajudava a minha avó nas comidas em casa, tal como a minha mãe e a minha sogra, mas nunca levei nada a sério. Até que entrei na escola profissional da Praia da Vitória para tirar um curso nessa área. Comecei a interessar-me mais e aí tomei um gosto diferente pela cozinha.

Fizeste a tua formação na escola profissional da Praia da Vitória e posteriormente trabalhaste em alguns restaurantes da ilha Terceira. Hoje és chef do restaurante Partilha Gastrobar no centro histórico de Braga. Como é que foi saltar da aprendizagem para o mercado de trabalho? Que desafios tiveste?

Saltar da escola para o mercado de trabalho não me assustou. Já estava muito bem preparado pelo chef Raul Sousa. Outra coisa que me ajudou foram as competições onde estive presente durante o meu período de aprendizagem. Sempre fui muito competitivo e sempre procurei destacarme entre os outros e tentar ser o melhor.

És um dos concorrentes num programa de cozinha muito conhecido. Explica-nos todas as fases do processo até chegares ao “Hell’s Kitchen”? Foi difícil ser selecionado para o programa?

O programa tem uma série de fases e castings até serem eleitas as pessoas que irão participar. No meu caso, estava a trabalhar, como normalmente, e recebi um telefonema a partir do qual soube que a minha mulher me tinha inscrito no programa e tinha que fazer uma entrevista online. Passei nessa entrevista e depois tive de me deslocar a Lisboa para fazer um prato. Passei à fase seguinte e tive de fazer uma nova entrevista, mas na SIC. Só depois de passar estas fases é que fui selecionado para o programa. Haviam , no total, mais de 10 mil inscrições, até que fui selecionado para ser um dos 17 finais.

De uma forma mais pessoal, sendo açoriano, achas que terás de te destacar ainda mais para chegar mais longe? Que imagem queres transmitir sendo um concorrente vindo dos Açores?

Sendo açoriano pretendo mostrar que não ficamos atrás de ninguém. Qualquer um é capaz, basta força de vontade e muito trabalho. Além de ser, acima de tudo, um grande orgulho. Somos grandes.



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